Uma série de bombardeios realizados por Israel deixou mais de 250 mortos no Líbano nesta quarta-feira (8), marcando o dia mais letal desde o início da guerra contra o grupo Hezbollah.
Os ataques, considerados os mais intensos do conflito até agora, atingiram principalmente a capital Beirute, além do Vale do Bekaa e regiões do sul do país. Em um curto intervalo de tempo, mais de 100 alvos, incluindo centros de comando e instalações ligadas ao Hezbollah, foram atingidos.
De acordo com autoridades libanesas, ao menos 254 pessoas morreram e mais de 1.100 ficaram feridas. O número de vítimas pode aumentar, já que equipes de resgate continuam atuando em áreas atingidas. Hospitais registram superlotação e enfrentam escassez de insumos, incluindo sangue para transfusões.
O ataque ocorreu mesmo após um cessar-fogo de duas semanas firmado entre Estados Unidos e Irã, o que gerou tensão e dúvidas sobre a abrangência do acordo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a trégua deveria incluir o território libanês.

Apesar disso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o Líbano não faz parte do cessar-fogo e que as operações militares contra o Hezbollah continuam.
Diante da escalada da violência, a comunidade internacional reagiu com preocupação. O alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Türk, classificou o cenário como “horrível” e criticou a intensidade dos ataques.
Em meio aos bombardeios, cenas de desespero foram registradas nas ruas de Beirute, com civis sendo resgatados de prédios destruídos e transportados em veículos improvisados devido à falta de ambulâncias.
O Hezbollah acusou Israel de violar acordos e prometeu reação, enquanto autoridades libanesas buscam apoio internacional para conter a escalada do conflito.
A ofensiva também incluiu ataques a infraestruturas estratégicas, como pontes e áreas próximas ao rio Litani, região considerada sensível na disputa. Israel afirmou que pretende manter operações na área como parte de uma zona de contenção.
O conflito, iniciado no início de março, segue sem perspectiva imediata de cessar-fogo amplo, aumentando o risco de uma crise humanitária ainda maior no Líbano.












