Policiais militares presos em Manaus foram transferidos, nesta terça-feira (12), para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), instalada na rodovia BR-174, na Zona Rural da capital. A mudança ocorre em meio ao processo de desativação do antigo Núcleo Prisional da PMAM, localizado na Avenida José Henrique Bentes Rodrigues, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus.
A transferência dos detentos teve início por volta das 11h40 e se estendeu por mais de cinco horas. A ação faz parte da etapa final da Operação Sentinela Maior, deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a nova unidade foi criada exclusivamente para custodiar policiais militares presos no Amazonas.
A UPPM/AM passa a funcionar no prédio que anteriormente abrigava a Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) e, mais recentemente, o Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.
De acordo com o Ministério Público do Amazonas, a desativação do antigo núcleo prisional ocorreu após a identificação de problemas estruturais e operacionais na unidade. Mais de 100 agentes das forças de segurança participaram da operação de transferência.

Até então, os policiais militares presos permaneciam no Núcleo Prisional da PMAM, estrutura interna da corporação utilizada provisoriamente para custodiar praças da Polícia Militar, como soldados, cabos, sargentos e subtenentes.
A nova unidade terá funcionamento semelhante ao de um presídio oficial, com estrutura própria, normas específicas e reforço no controle de segurança e administração, diferentemente do antigo núcleo prisional.

A transferência dos presos acontece meses após a fuga de 23 policiais militares da unidade desativada, registrada no dia 27 de fevereiro deste ano. Na ocasião, durante uma vistoria de rotina, a PM constatou a ausência dos detentos. Segundo a corporação, pelo menos 18 policiais retornaram espontaneamente ainda na mesma noite. No dia seguinte, a PMAM informou que todos os foragidos haviam sido recapturados ou retornado à unidade.
O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público do Amazonas. Em março, dois policiais militares foram presos durante a Operação Sentinela. Conforme a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), os agentes estavam de serviço na guarda da unidade no dia da fuga e teriam facilitado a saída dos presos.
O então responsável pelo Núcleo Prisional da PMAM, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso durante as investigações. Dias depois, o governador Wilson Lima assinou decreto determinando a exclusão do oficial da corporação.
Segundo o Governo do Amazonas, a medida teve como base decisão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Após a fuga, a Polícia Militar informou que os agentes responsáveis pela guarda da unidade foram presos em flagrante, afastados das funções e alvo de investigação conduzida pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD).










