O povo amazonense assiste, atônito, a uma das reviravoltas mais inacreditáveis da política local. A deputada Joana D’Arc, que em 2020 subiu à tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar, com todas as letras, que Roberto Cidade teria “comprado votos” por R$ 200 mil, agora aparece sorridente ao lado do hoje governador interino, chamando-o de “amigo”.
A pergunta que ecoa nas ruas e nas redes sociais é uma só: O que mudou de lá para cá?
O Escândalo que Parou o Amazonas
É impossível esquecer o tom de indignação de Joana quando, do alto da tribuna, ela disparou contra Cidade, afirmando que ele não tinha escrúpulos para chegar à presidência da ALEAM. Na época, ela foi enfática:
“Eu voto em qualquer pessoa, menos no Cidade. Ele foi atrás de comprar votos… o valor foi R$ 200 mil!”
Onde foram parar essas graves acusações? O Ministério Público chegou a esclarecer se esses R$ 200 mil existiram? Ou o “perdão” político veio acompanhado de novos interesses que a população ainda não conhece?
Uma Aliança que Confunde o Eleitor
Agora, em 2026, com o Amazonas sob o comando de um “governo-tampão”, Joana D’Arc ignora o próprio passado e se declara aliada fiel de Roberto Cidade. Para quem assistiu aos ataques ferozes de outrora, a cena atual parece saída de uma ficção de mau gosto.
A confusão é geral:
- Se a acusação de compra de votos era verdadeira, como ela pode se aliar a ele agora?
- Se a acusação era falsa, Joana mentiu para o povo e para o parlamento?
Transparência ou Conveniência?
A política amazonense entra em um terreno perigoso onde denúncias de corrupção parecem ter validade curta. Enquanto os políticos trocam abraços e juras de amizade, o cidadão fica sem respostas e com a incômoda sensação de que os bastidores do poder são um jogo onde o que foi dito ontem não vale nada hoje.

















