Bolsonaro indiciado pela venda de joias que ganhou de presente

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que apura a venda ilegal de joias no exterior. Com a medida, inaugurou-se um novo capítulo no caso e os próximos passos dependerão da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PF encaminhou, nesta quinta-feira (4), o relatório da investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que remeterá o documento à análise da PGR. O órgão ministerial, então, analisará as provas e decidirá se denunciará o ex-presidente ao STF e os demais envolvidos, se arquivará o caso ou demandará à PF novas investigações.

Além do ex-presidente, foram incidiciados o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; José Roberto Bueno Jr.; Júlio Cesar Vieira Gomes; Marcelo da Silva Vieira; Marcos Soeiro; e Mauro Cesar Cid por “apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”.

Os advogados Fabio Wajngarten e Frederick Wassef; Bolsonaro; Mauro Cesar Cid e o pai dele, Lourena Cid; e outros estão na lista dos indiciados por lavagem de dinheiro e pela prática do crime de associação criminosa.

O caso

As investigações se deram em torno da negociação do kit masculino – caneta, anel, abotoadura, rosário árabe e um relógio. O material foi recebido pelo então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, após viagem à Arábia Saudita, em outubro de 2021.

Outro conjunto na mira dos investigadores é um kit de joias, que inclui anel, abotoaduras, rosário islâmico e relógio da marca Rolex. O material foi dado ao ex-presidente em visita oficial à Arábia Saudita, em outubro de 2019, e vendido em junho de 2022, nos Estados Unidos.

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