David Almeida critica transferência de recursos da UEA para a AmazonPrev e anuncia denúncia aos órgãos de controle

O pré-candidato ao Governo do Amazonas pelo Avante e ex-prefeito de Manaus, David Almeida, criticou nesta quarta-feira (10) a transferência de R$ 100 milhões do orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para a Fundação AmazonPrev. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele questionou a medida adotada pelo Governo do Estado e afirmou que irá encaminhar denúncias aos órgãos de controle para apuração do caso.

A manifestação tem como foco o Decreto nº 54.200, publicado em 22 de maio de 2026, que autorizou o remanejamento dos recursos da universidade para a previdência estadual.

Segundo David Almeida, a decisão gera preocupação por ocorrer em meio a questionamentos envolvendo investimentos realizados pela AmazonPrev. O ex-prefeito citou aplicações superiores a R$ 300 milhões feitas pela fundação no Banco Master e defendeu maior transparência sobre a gestão dos recursos públicos.

“Não é razoável retirar recursos da educação enquanto ainda existem dúvidas que precisam ser esclarecidas sobre investimentos realizados com recursos da previdência estadual”, afirmou.

De acordo com o pré-candidato, o remanejamento pode impactar áreas consideradas estratégicas da UEA, como assistência estudantil, interiorização do ensino superior, projetos de extensão, atividades administrativas e serviços voltados à comunidade acadêmica.

Durante a declaração, David também atribuiu responsabilidade política ao ex-governador Wilson Lima e ao atual governador Roberto Cidade, afirmando que ambos tiveram participação em decisões relacionadas à condução administrativa do Estado.

Ao final do pronunciamento, ele informou que pretende solicitar a apuração dos investimentos da AmazonPrev, dos remanejamentos orçamentários e das medidas de contenção fiscal adotadas pelo Governo do Amazonas.

“O povo do Amazonas tem o direito de acompanhar com transparência a aplicação dos recursos públicos e compreender os impactos dessas decisões para áreas essenciais, como a educação”, concluiu.

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