Paciente morre após suposta superdosagem de adrenalina em hospital no AM e caso vira investigação por homicídio

Um novo caso que levanta suspeitas graves sobre a segurança no atendimento de saúde no Amazonas está chocando o interior do estado. Claudenir Garcia dos Santos, de 40 anos, morreu dentro do Hospital Rosa Fabiano Falabella, em São Sebastião do Uatumã, após receber o que a família aponta como uma superdosagem de adrenalina aplicada diretamente na veia.

O caso já foi registrado como homicídio culposo na Polícia Civil e acende um alerta urgente sobre possíveis falhas médicas que podem estar custando vidas.

O que era uma dor virou morte

Segundo o boletim de ocorrência, Claudenir procurou atendimento médico na manhã do dia 24 de março, às 6h56, reclamando de dores na coxa após uma pancada durante um jogo de futebol.

Ele foi medicado e liberado. Horas depois, com dores persistentes, voltou ao hospital às 16h36, sem imaginar que aquela seria sua última entrada na unidade de saúde.

Durante a internação, recebeu uma sequência de medicamentos fortes, como Tramadol, Dipirona, Diazepam e Morfina.

Decisão médica levanta suspeitas

O ponto mais grave do caso ocorreu na madrugada do dia 25.

Registros hospitalares indicam que foram aplicadas três ampolas de adrenalina por via intravenosa, uma intervenção considerada extrema e que agora está no centro da investigação.

De acordo com a família, o médico plantonista, Dr. Carlos Araújo, teria tomado a decisão após as medicações não surtirem efeito.

Minutos depois, o paciente entrou em parada cardíaca às 01h10 e morreu às 01h20.

Família denuncia: “quando chamaram, ele já estava morto”

A irmã da vítima, Eliane Garcia dos Santos, afirma que só foi avisada por volta de 01h40 quando, segundo ela, o irmão já não apresentava sinais de vida.

A suspeita de erro médico levanta uma pergunta inquietante: houve negligência ou imperícia na condução do caso?

Médico é alvo e polícia investiga

O médico responsável pelo plantão foi incluído como autor no boletim de ocorrência, e o caso está sendo investigado no 44º Distrito Integrado de Polícia.

A apuração deve analisar se a aplicação da adrenalina foi feita de forma adequada ou se houve excesso capaz de provocar a morte do paciente.

Repetição de tragédias assusta

O episódio não é isolado e reforça um cenário preocupante na saúde do Amazonas.

A morte de Claudenir traz à tona, mais uma vez, o fantasma de falhas médicas graves, lembrando o caso recente do menino Benício, que também gerou revolta e questionamentos sobre protocolos e condutas médicas.

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