Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 218 pessoas e inclui filho de Lula

O relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar, apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão, solicitando o indiciamento de 218 pessoas investigadas no âmbito das apurações.

A entrega do parecer ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve o prazo de encerramento da comissão até este sábado (28), ao derrubar a liminar que previa a prorrogação dos trabalhos.

Entre os nomes incluídos no relatório está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento aponta supostos indícios de proximidade com investigados e sugere o indiciamento por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele não é alvo de investigação formal da Polícia Federal. Ainda assim, o empresário foi citado ao longo das apurações e mencionado em diligências relacionadas à empresária Roberta Luchsinger, realizadas no fim do ano passado.

O relatório também aponta o empresário Antônio Camilo Antunes como um dos principais operadores do suposto esquema. Segundo o parecer, a comissão não conseguiu avançar em pontos como pagamentos e viagens que teriam sido custeados por ele, mas destacou sua atuação como articulador.

Outro nome citado é o empresário Maurício Camisotti, apontado como operador financeiro e intermediário. Ambos são mencionados por suposto envolvimento em crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

Instalada em agosto, a CPMI do INSS tem prazo final para encerramento neste sábado (28). O relatório, com mais de 4 mil páginas, está dividido em nove núcleos e reúne investigações que envolvem empresários, servidores públicos, entidades e agentes políticos.

Nos bastidores, parlamentares da base governista articulam a apresentação de um texto alternativo. Segundo o presidente da comissão, Carlos Viana, a votação do relatório pode se estender diante das divergências sobre os pedidos de indiciamento.

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