O Partido Liberal (PL) no Amazonas, comandado pelo ex-ministro Alfredo Nascimento, enfrenta um cenário de crise que pode comprometer diretamente sua atuação nas próximas eleições. A sigla corre o risco de ter as contas bloqueadas por uma dívida que já ultrapassa R$ 1 milhão com a União.
A situação se agravou após decisão da desembargadora Carla Maria Santos dos Reis, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), que determinou a intimação de Alfredo Nascimento para que se manifeste sobre o pagamento do débito junto à Advocacia-Geral da União (AGU).
A medida foi tomada no âmbito do processo de cumprimento de sentença nº 0600199-50.2023.6.04.0000, após o partido não responder às tentativas de negociação para parcelamento da dívida. Com o silêncio da sigla, cresce o risco de bloqueio judicial imediato das contas do diretório estadual.
A dívida milionária é resultado da reprovação de contas e do acúmulo de multas eleitorais. Caso não haja regularização, o PL pode sofrer sanções ainda mais duras, como a suspensão de repasses do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, principais fontes de financiamento de campanhas.
Na prática, isso pode paralisar completamente a estrutura eleitoral da legenda no estado. Sem acesso aos recursos, ficam comprometidos pagamentos de equipes, produção de material e até a distribuição de verbas entre candidatos.
O impacto ocorre em um momento crítico, quando o partido tenta organizar suas chapas para a disputa eleitoral. Nos bastidores, o clima é de incerteza entre pré-candidatos, que já enxergam o risco de campanhas fragilizadas ou até inviabilizadas.
Sem resolver o impasse com a União, o grupo liderado por Alfredo Nascimento pode entrar na corrida eleitoral em desvantagem, ou até enfrentar um isolamento político diante da dificuldade de sustentar sua própria operação.

















