O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas declarações alarmantes nesta terça-feira (7) sobre a escalada de tensão com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, horas antes do prazo final estipulado para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz.
Trump disse não desejar que o cenário se concretize, mas indicou que considera a possibilidade real. Ele também voltou a criticar o regime iraniano, no poder há mais de quatro décadas, e sugeriu que uma eventual mudança de governo poderia abrir caminho para transformações no país.
A declaração ocorre em meio a um momento crítico do conflito. O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, segue com restrições após bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel ao território iraniano no fim de fevereiro, o que provocou impactos nos preços globais de energia.
Na véspera, Trump já havia afirmado que o Irã “poderia ser eliminado em uma única noite”, ao comentar o resgate de pilotos norte-americanos após a queda de uma aeronave em espaço aéreo iraniano.
Do outro lado, o governo iraniano demonstra resistência. Autoridades do país convocaram a população para formar correntes humanas em defesa de infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes. A mobilização foi incentivada por Alireza Rahimi, ligado ao Conselho Supremo da Juventude.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de cidadãos já se declararam dispostos a defender o país. Segundo ele, mais de 14 milhões de iranianos estariam prontos para “se sacrificar” diante da ameaça de ataque.
Apesar de tentativas de mediação internacional, incluindo uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Paquistão, não houve acordo até o momento. Tanto Washington quanto Teerã rejeitaram a proposta inicial, mantendo o cenário de incerteza e elevando o risco de uma escalada ainda maior no conflito.

















