Investigação da DEHS revela que sucesso do bar do professor Davi Said Aidar gerou rixa com vizinha. Mandante está foragida e quatro envolvidos na execução já estão atrás das grades.
Um crime bárbaro motivado por pura ganância e inveja chocou a comunidade acadêmica e os moradores da rodovia AM-010. O professor doutor Davi Said Aidar, de 62 anos, titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foi executado com sete tiros dentro do seu próprio estabelecimento. Segundo a Polícia Civil, a ordem para o assassinato partiu de sua vizinha, Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos, que não aceitava perder clientes para o bar da vítima.

O Motivo: “Inveja Comercial”
De acordo com o delegado Adanor Porto, da DEHS, Juliana já possuía um bar no ramal quando o professor abriu o seu. O carisma e o atendimento de Davi fizeram com que o movimento no bar da vizinha caísse drasticamente. O que começou com “cara feia” evoluiu para ameaças e culminou em uma trama assassina organizada pela própria família da suspeita.
A Trama: Sobrinho organizou o “tribunal”
A polícia detalhou como o crime foi planejado friamente:
- A Mandante: Juliana procurou o sobrinho, Lucas Santos de Freitas (o “Lucão”), para arquitetar a morte. Ela mesma teria entregue a mochila com a arma do crime.
- O Mentor: “Lucão” recrutou três comparsas que tinham dívidas com ele, prometendo abatimento nos débitos em troca do sangue do professor.
- A Execução: No dia do crime, Antonio Carlos Pinheiro Meireles (o “TK”) invadiu o bar e disparou 14 vezes contra o docente. Sete tiros atingiram o professor, que não teve chance de defesa.
Quem já foi preso:
- Lucas Santos (“Lucão”) – Mentor intelectual.
- Antonio Carlos (“TK”) – O atirador (já tinha passagem por homicídio).
- Rafael Fernando – Piloto da moto na fuga.
- Emerson Sevalho – Apoio logístico na motocicleta.
ALERTA: Juliana da Rocha Pacheco segue FORAGIDA. Qualquer informação sobre o paradeiro da mandante pode ser repassada de forma anônima pelo 181 ou 190.
Uma perda irreparável para a Ciência
Davi Said Aidar não era apenas um comerciante no ramal; ele era uma das maiores autoridades em Genética de Abelhas do Brasil. Com doutorado pela USP e pós-doutorado, ele dedicou a vida a ensinar comunidades rurais do Amazonas a preservar abelhas silvestres e produzir mel de forma sustentável.
A Ufam emitiu nota de pesar, destacando que o legado do professor, que se tornou titular em 2020, é eterno para a Faculdade de Ciências Agrárias (FCA).

Análise do Editor: É estarrecedor ver uma vida dedicada ao conhecimento e ao desenvolvimento do Amazonas ser ceifada por uma briga de balcão. O professor Davi ajudava o interior do estado com suas pesquisas e acabou vítima da violência urbana que avança sobre nossos ramais. A justiça só estará completa quando a mandante estiver na cadeia.
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