A desaprovação das contas da campanha de Capitão Alberto Neto e Maria do Carmo nas eleições de 2024, em Manaus, vai além de um problema técnico: levanta dúvidas diretas sobre capacidade de gestão, especialmente no momento em que Maria do Carmo desponta como pré-candidata ao governo do Amazonas.
A decisão da Justiça Eleitoral aponta irregularidades graves e volumosas, com destaque para mais de R$ 763 mil em despesas sem comprovação adequada, incluindo pagamentos a fiscais de campanha sem contratos ou qualquer registro de atividade. Não se trata de um erro isolado, mas de um conjunto de falhas que demonstram fragilidade no controle financeiro.
Também foram identificados pagamentos acima do previsto e gastos sem justificativa plausível, reforçando a percepção de desorganização e falta de rigor na administração de recursos públicos, ainda que em escala de campanha.
Diante desse cenário, a rejeição das contas e a determinação de devolução de R$ 768,7 mil tornam-se não apenas uma sanção legal, mas um sinal político relevante. A tentativa de aprovação com ressalvas foi descartada justamente pela gravidade das inconsistências.
Para uma figura que se coloca como opção para comandar um estado inteiro, o episódio inevitavelmente gera questionamentos: se não foi possível garantir a regularidade das contas de uma campanha, como assegurar a gestão eficiente e transparente de uma máquina pública muito mais complexa?
Embora ainda haja possibilidade de recurso, o desgaste já está posto e tende a pesar no debate político daqui para frente.


















