Professores da rede estadual do Amazonas tiveram atendimentos do plano de saúde suspensos nesta quinta-feira (2), após falta de repasses do Governo do Estado à operadora responsável pelo serviço. A denúncia foi feita pelo Sinteam.
Segundo o sindicato, a dívida acumulada chega a cerca de R$ 52 milhões, resultado de aproximadamente oito meses de atrasos. Um documento enviado pela operadora à Secretaria de Estado de Educação do Amazonas confirma o débito de R$ 52.296.123,06, referente a faturas vencidas desde 2022.
A suspensão dos atendimentos atinge diretamente servidores que dependem do plano, incluindo pacientes em tratamento contínuo, como casos oncológicos e gestantes em acompanhamento pré-natal. Há relatos de trabalhadores impedidos de realizar consultas e procedimentos ao chegarem às unidades de saúde.
Em notificação encaminhada à Seduc, a operadora informou que a interrupção dos atendimentos eletivos ocorreu após a falta de pagamento e ausência de acordo para regularização da dívida. O documento também cita previsão contratual que permite a suspensão em casos de inadimplência.
O Sinteam reforça que o plano de saúde é uma conquista da categoria, obtida após anos de mobilização, e não um benefício concedido espontaneamente pelo Estado.
A entidade cobra a regularização imediata dos repasses, a retomada dos atendimentos e a responsabilização pela paralisação do serviço. O sindicato também avalia acionar a Justiça para garantir o direito à assistência médica dos trabalhadores.

















