Os preços do petróleo registraram forte queda nesta sexta-feira (17), recuando mais de 11% e atingindo o menor nível em mais de um mês, após o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã.
A medida permite novamente a circulação de embarcações na região enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos, previsto até a próxima quarta-feira (22).
Por volta das 11h40 (horário de Brasília), o barril do tipo Brent, referência internacional, caía 11,46%, sendo negociado a US$ 88, o menor valor desde março. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 12,02%, cotado a US$ 83,31.
A reabertura do estreito é considerada um sinal relevante de redução de tensões na região, já que o local concentra mais de 20% do transporte global de petróleo. A liberação do tráfego marítimo era uma das principais demandas dos Estados Unidos nas negociações com o Irã.
O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que confirmou a retomada da circulação de navios comerciais durante o período de trégua.
Após a decisão, o presidente Donald Trump agradeceu publicamente ao Irã, mas afirmou que o bloqueio naval norte-americano no Golfo de Omã continuará em vigor.
Impacto global
A reabertura do Estreito de Ormuz ocorre em meio a uma tentativa de redução das tensões no Oriente Médio, incluindo um cessar-fogo temporário entre Israel e Líbano.
Considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, o estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é essencial para o escoamento de petróleo de países como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.
Com a retomada do fluxo de navios, o mercado reage com alívio diante da redução do risco de interrupção no fornecimento global de energia. Ainda assim, analistas apontam que o cenário segue instável e depende da manutenção do cessar-fogo na região.










