Investigador da Polícia Civil é preso em operação sobre suposto esquema de extorsão em Manaus

O investigador da Polícia Civil do Amazonas, Alessandro Edwards da Cruz, foi preso na manhã desta quinta-feira (30), durante uma operação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em Manaus.

A ação, batizada de “Operação Dupla Face”, é mais um desdobramento das investigações sobre um suposto caso de extorsão envolvendo policiais civis ocorrido em abril deste ano, na região do Porto da capital amazonense.

Além da prisão, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Inquéritos e Garantias Penais.

Segundo o MPAM, durante as buscas realizadas na residência do investigador, foram apreendidos um boné e um par de tênis que teriam ajudado na identificação dele no episódio investigado. Também foram encontrados coletes balísticos, algemas e um soco inglês.

De acordo com os investigadores, a operação desta quinta-feira tem como objetivo aprofundar a coleta de provas e avançar na apuração do caso. A ação contou com apoio da Polícia Civil e da Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública.

Após a prisão, Alessandro foi encaminhado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram realizados os procedimentos legais antes da audiência de custódia.

Em nota, a Polícia Civil informou que colaborou com o cumprimento do mandado judicial e determinou o encaminhamento do caso à Corregedoria para abertura de procedimento administrativo disciplinar.

A corporação também declarou que não compactua com irregularidades ou desvios de conduta e afirmou estar prestando apoio às investigações.

Caso teve início em abril

A investigação é ligada ao caso registrado em 16 de abril, quando o delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino foram presos em flagrante sob suspeita de extorquir um empresário.

Segundo as apurações, os agentes teriam abordado a vítima em uma embarcação na região da “Balsa Amarela” e exigido R$ 30 mil.

Ainda conforme a investigação, o empresário e um policial militar responsável pela segurança do dinheiro foram colocados em uma viatura descaracterizada e levados por diferentes pontos da Zona Sul da cidade. O valor teria sido recolhido pelos suspeitos, mas a ocorrência não foi registrada oficialmente.

O caso foi descoberto após o policial militar acionar equipes da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), que localizaram o veículo e efetuaram as prisões.

No dia seguinte, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas.

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