Dados divulgados durante a transferência de policiais militares presos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), na BR-174, revelam que o homicídio é o crime mais recorrente entre os detentos custodiados pela corporação no estado.
Segundo o levantamento, dos 83 policiais militares presos atualmente no Amazonas, 28 respondem por homicídio, o equivalente a 33,73% do total. Em seguida aparecem os crimes sexuais, incluindo estupro de vulnerável, com 14 presos, representando 16,87%.

Os crimes de roubo, extorsão e sequestro somam 13 detentos, enquanto outros crimes militares contabilizam 11 presos. O levantamento ainda aponta seis casos de abandono de posto, quatro relacionados ao tráfico de drogas e associação criminosa e outros quatro por porte ou posse ilegal de arma de fogo.
A categoria “Outros” reúne três policiais militares presos por crimes diversos, incluindo tortura, crime econômico e medidas de segurança.
A divulgação dos dados ocorre no mesmo dia em que o Governo do Amazonas concluiu a transferência dos detentos do antigo Núcleo Prisional da PMAM, localizado no bairro Monte das Oliveiras, para a nova unidade prisional instalada na BR-174, ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
A mudança integra a Operação Sentinela Maior, deflagrada após uma série de problemas estruturais identificados pelo Ministério Público do Amazonas na antiga unidade. A desativação do núcleo também acontece meses depois da fuga de 23 policiais militares registrada em fevereiro deste ano, caso que desencadeou investigações, prisões de agentes responsáveis pela segurança do local e mudanças na gestão do sistema prisional militar.
A nova UPPM/AM passa a funcionar em uma estrutura considerada mais segura e com regras semelhantes às de um presídio convencional, sob administração da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).










