Auxílio do INSS por incapacidade temporária passa a ter cobertura ampliada para até 90 dias

O auxílio por incapacidade temporária do INSS, antigo auxílio-doença, teve o período de concessão ampliado e agora pode chegar a até 90 dias. A medida ocorre em meio a uma longa fila de espera que atualmente afeta cerca de 650 mil brasileiros que aguardam a liberação do benefício.

A realidade de quem depende desse auxílio é marcada por incertezas. A doméstica Andréa Nascimento, por exemplo, sofreu um acidente dentro de casa ao escorregar no chão molhado e cair. O impacto resultou em uma fratura no cóccix, o que a impossibilitou de continuar trabalhando.

Desde então, ela enfrenta dificuldades para conseguir o benefício. “A gente fica nessa expectativa, só em análise, ligando para o 135 e sem solução”, relata.

Assim como Andréa, milhares de trabalhadores aguardam uma resposta do INSS, enfrentando uma rotina financeira apertada enquanto o pedido segue em análise.

Para tentar reduzir a fila, o INSS modernizou o sistema de concessão do benefício. Agora, é possível realizar a análise documental sem a necessidade de perícia médica presencial em casos específicos. Os pedidos podem ser feitos pelo site ou aplicativo Meu INSS.

Antes da mudança, o afastamento concedido por atestado médico era limitado a 60 dias. Com a nova regra, o prazo foi ampliado para até 90 dias.

Segundo o diretor do Departamento da Perícia Médica Federal, Álvaro Friderichs Fagundes, a expectativa é diminuir significativamente a necessidade de atendimentos presenciais. “A ideia é evitar que cerca de 500 mil pessoas precisem agendar e comparecer às agências ao longo de um ano”, afirmou.

Caso o trabalhador precise de afastamento por um período superior a três meses, será obrigatória a realização de perícia médica presencial.

Outra alternativa adotada é a teleperícia, já disponível em cerca de 350 cidades brasileiras. Nesse modelo, o segurado comparece a uma unidade do INSS, mas a avaliação médica é feita de forma remota, por meio da internet.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), o prazo para análise documental deve ser de 10 a 15 dias. Se não houver resposta nesse período, a recomendação é procurar uma agência do INSS para verificar a situação do pedido.

Enquanto aguarda a liberação do benefício, Andréa destaca as dificuldades enfrentadas. “Sem trabalhar, as contas continuam chegando. A gente precisa cumprir com os compromissos, porque elas não esperam”, desabafa.

Sobre o caso, o Ministério da Previdência Social informou que havia pendência de documentação no processo da trabalhadora. A situação já foi regularizada e o pedido deve ser analisado em breve.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Fique por dentro

Não perca as principais notícias. Se inscreva para receber tudo em primeira mão!

Receba as notícias!

Veja também

Comentários