INTERNACIONAL – O mundo assiste com apreensão a uma escalada sem precedentes no Oriente Médio. Nesta sexta-feira (20), Israel e Irã lançaram novos ataques diretos, aprofundando uma crise que já atinge em cheio a economia global e os mercados de combustíveis.
Ataques e Contra-ataques
As sirenes de alerta ecoaram por Tel Aviv enquanto interceptores de defesa explodiam no céu para deter mísseis iranianos. O contra-ataque veio logo em seguida: os militares de Israel confirmaram bombardeios contra a “infraestrutura do regime terrorista” em Teerã.
A tensão aumentou após o presidente dos EUA, Donald Trump, advertir Israel contra ataques a campos de gás iranianos compartilhados com o Catar, tentando evitar um colapso ainda maior no suprimento de energia.
Alerta no Bolso: A Crise do Petróleo
O conflito, que se intensificou desde o final de fevereiro, agora mira alvos estratégicos de energia:
- Catar: O Irã atingiu Ras Laffan, responsável por 20% do gás natural liquefeito do mundo. Os danos podem levar anos para serem reparados.
- Kuwait e Arábia Saudita: Refinarias e portos cruciais no Mar Vermelho também foram alvos de drones e mísseis, gerando instabilidade nos preços do barril de petróleo.
Impacto e Segurança Naval
Apesar do caos, os preços do petróleo tiveram uma leve queda nesta sexta-feira (20), após países ocidentais e o Japão oferecerem escolta militar para garantir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 1/5 do petróleo mundial. Os EUA também anunciaram medidas para aumentar a produção interna e tentar frear a alta dos combustíveis.
O cenário é de incerteza total, com milhares de mortes registradas principalmente no Irã e no Líbano, e uma ameaça constante à estabilidade financeira de países que dependem da importação de energia.

















