A passagem da comitiva do Partido Liberal (PL) pelo município de Itamarati, no interior do Amazonas, gerou repercussão negativa após a empresária Maria do Carmo Seffair aparecer em registros ao lado de Emilly Beatriz Souza da Cruz, de 24 anos, que responde a processo na Justiça por tráfico de drogas.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Maria do Carmo abraçada à jovem, apresentando-a como uma “liderança jovem” durante a agenda política. A situação causou desconforto dentro do próprio partido, especialmente pelo perfil da comitiva, formada em grande parte por políticos ligados à segurança pública e ao combate ao crime.
Entre os presentes estavam o deputado federal Capitão Alberto Neto e os vereadores Capitão Carpê, Rosses e Sargento Salazar, que participaram das atividades no município.
Segundo informações, o histórico de Emilly já era conhecido pela direção estadual do PL. Em 2023, ela foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara de Itamarati do Tribunal de Justiça do Amazonas, com base no artigo 33 da Lei de Drogas, que trata de crimes relacionados à produção e preparo de entorpecentes.
No mesmo processo, também é citado o nome de seu marido, Francisco de Paulo de Lima Castilho, conhecido como “Pacu”, que está foragido da Justiça.
Durante as eleições municipais de 2024, Emilly tentou disputar a Prefeitura de Itamarati pelo PL, mas teve a candidatura inicialmente barrada pelo presidente estadual da sigla, Alfredo Nascimento. Na ocasião, ele justificou a decisão citando “fatos desabonadores” incompatíveis com os princípios do partido, destacando ainda que a jovem se encontrava foragida naquele momento.
Apesar disso, Emilly conseguiu reverter a situação judicialmente, participou do pleito e obteve 26,93% dos votos válidos, embora tenha sido considerada “inapta” no sistema do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

O deputado Capitão Alberto Neto, que também aparece em fotos ao lado da jovem, afirmou que desconhecia os processos. Segundo ele, o fato de Emilly ter sido candidata recentemente levou à suposição de que não havia pendências judiciais. “Vamos apurar os fatos e posteriormente entraremos em contato”, declarou.
A assessoria de Maria do Carmo não se manifestou sobre o caso.











