Profissionais das áreas da saúde e da educação realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (4), em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus. O ato aconteceu enquanto os deputados estaduais participavam da sessão extraordinária que definiu Roberto Cidade como novo governador do estado por meio de eleição indireta.
Durante o protesto, professores e pedagogos cobraram reajuste salarial de 13%, aumento no auxílio-alimentação, pagamento de insalubridade, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e a manutenção do auxílio-transporte para servidores com mais de 60 anos.
O diretor jurídico da Associação dos Professores de Manaus, Lambert Melo, afirmou que a principal reivindicação da categoria é o pagamento das datas-bases atrasadas e a abertura imediata de negociação com o novo governo.
“Esse é o momento para que o governador Roberto Cidade receba as entidades sindicais, abra uma mesa de negociação e faça o pagamento dessas perdas acumuladas e atrasadas”, declarou.
A diretora do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Sinteam), Vanessa Antunes, criticou a restrição de acesso da população à Aleam durante a eleição indireta e destacou a luta da categoria por direitos trabalhistas.
“Estamos na casa do povo, mas o povo não pode entrar. Está sendo escolhida a pessoa que vai governar o estado até o fim do ano, mas nós não podemos participar e nem conseguimos lutar pelos nossos direitos”, afirmou.
O protesto também reuniu aprovados no concurso público do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM). O técnico em segurança do trabalho Igor Alex cobrou a convocação dos candidatos aprovados no certame realizado em 2022 e destacou o déficit de servidores no órgão.
“O novo governo não pode esquecer dos aprovados do Detran. Até hoje o órgão não recebeu reforço e não houve novo curso de formação. O déficit de profissionais é muito grande e precisamos dessa ampliação”, disse.










